Para Lehmann, o teatro pós-dramático não é apenas um
novo tipo de escritura cênica. É um modo novo de utilização dos
significantes no teatro, que exige mais presença que representação, mais
experiência partilhada que transmitida, mais processo que resultado,
mais manifestação que significação, mais impulso de energia que
informação (FERNANDES, 2006: 9).
Desta forma, o teatro pós-dramático e a sua problematização cênica
do personagem tradicional e do palco tradicional, pretendem formular uma
resposta estética a uma situação política e cultural. O enfoque na situação
teatral ganha uma importância muito além de uma inovação formal. Hans-
Thies Lehmann frisa que a ampla espetacularização da vida pública obriga um
teatro que se compreende como crítico e investigativo a subverter as regras
espetaculares que o regem:
Portanto, o teatro pós-dramático não é um teatro que simplesmente
brinca com os elementos teatrais essenciais (corpo, movimento, voz, luz,
espaço, etc.) enquanto elementos autônomos e de igual importância, como se
fosse um grande playground (embora tal teatro pós-moderno existe). Mais
do que isso, pretende discutir na sua estética não-mimética um problema
sério e até existencial para uma sociedade democrática: como manter o
pragmático e o estético, o senso do poder e o senso do possível, o hegemônico
e o marginalizado ou até invisível, numa tensão produtiva, isto é, numa tensão
que evite a homogeneização do espaço cênico, seja na direção do estético, seja
na direção do pragmático. O espaço cênico integrado do teatro pós-dramático
não é um espaço unificado.
Os dois textos de pesquisadores do teatro pós-dramático alemão,
traduzidos para este volume de Urdimento, um de Hans-Thies Lehmann
e um de Erika Fischer-Lichte, falam de características desta pesquisa
contemporânea. Ambos mostram que o teatro contemporâneo quer colocar
os espectadores num estado “entre” diferentes campos de energia, ou na
encruzilhada de forças vetoriais que o sujeito racional não pode controlar ou
dominar: sejam elas as distintas forças do corpo e da libido ou de discursos
sociais e políticos.
Gente, espero que ajude a entender um pouco...não sei se é exatamente isso que nós temos que saber, mas foi o que eu achei mais próximo, acho que nem eu entendi direito! hahahaha
mas é isso aii....
Oi Carol! Vou inserir na pasta "Montagem" textos teoricos sobre esse tal "contemporâneo". Bjs,Edu.
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